Preço dos produtos: Ação do Procon Assembleia surte efeito imediato na Feira do Garimpeiro
Consumidores aprovam informação prestada de maneira adequada.

“Olha a promoção da farinha!”; “Custa só um real o maço de cheiro-verde!”; “Olha a melancia, freguesa, grande e docinha!”. Esses diferentes anúncios verbais são comuns nas feiras livres, onde se observa um caldeirão de cultura, em que a maioria dos produtos ofertados é de uso gastronômico.
Essa forma de precificar os produtos é só um complemento nas relações consumeristas. O Código de Defesa do Consumidor (CDC) determina que todas as mercadorias expostas devem estar com os preços visíveis para o cliente não ter que perguntar. Outra informação que deve estar bem definida é a forma de pagamento, se pix, dinheiro, cartão de débito ou crédito.
No intuito de informar os feirantes para que eles tomem consciência e apliquem a legislação, o Procon Assembleia visitou na manhã deste domingo, 29, a Feira do Garimpeiro, uma das mais tradicionais da capital, localizada na Ataíde Teive, entre as avenidas São Sebastião e Nossa Senhora de Nossa Senhora de Nazaré, na divisa dos bairros Asa Branca e Tancredo Neves, zona Oeste da cidade.
A ação surtiu efeito imediato. O feirante Yordani Damas estava vendendo melancias. Ao ser abordado pelo Procon, resolveu colocar logo em prática a orientação. “Estava tudo sem placa, mas depois da recomendação, já colocamos. É importante colocar o preço para o bom atendimento ao cliente”, afirmou.

Yanitza Herrera, proprietária do box onde Iranir fez as compras, disse que costuma colocar os preços “porque assim é mais fácil atrair o cliente, que não precisa perguntar, pois já encontra tudo organizado”.
A dona Maria Gomes, faça chuva ou sol, toda semana vai à Feira do Garimpeiro. Na barraca em que estava comprando, não havia preços. Ela afirmou que só pergunta porque tem necessidade de comprar o produto. “É ruim não ter o valor. Sem estar visível, quando perguntamos, o fornecedor pode dar qualquer um”, observou.
O autônomo Cláudio Rodrigues vai todos os domingos à feira para vender panelas. Todas elas estavam precificadas. Ele não sabia da exigência do CDC, e faz isso pelo simples fato de evitar a repetição dos preços para os clientes. “Eles ficam só perguntando e, às vezes, nem compram. Mesmo assim, com o preço, tem gente que ainda pergunta. E estando o preço, quando pergunta, faço só mostrar. Mas o certo é ter para o cliente olhar”.
Diferentemente de Rodrigues, os produtos comercializados pelo vizinho dele na feira estavam todos sem preço. “Nunca pensei em colocar porque aqui na feira todo mundo chega e gosta de perguntar. Mas agora já estou pensando em pôr a plaquinha para ficar bem bacana, até porque tem gente que não gosta de falar, perguntar. Quer chegar, ver preço, pedir e pagar”, destacou o vendedor Everton Pinto.
A diretora do Procon, Mileide Sobral, explicou que o primeiro passo do órgão é ajudar o consumidor a entender a legislação para poder aplicá-la. “Essa é uma ação de conscientização sobre essa lei, que é muito importante, pois fala sobre a fixação de preços em produtos expostos à venda nas feiras livres”.

Além de conversar com os fornecedores, no decorrer da ação foram distribuídos panfletos explicativos sobre as exigências da legislação. Mileide ressaltou que o preço visível vai também ao encontro do direito básico do consumidor, que é ter a informação clara e precisa do que está sendo comercializado.
“Neste material informativo, o fornecedor terá acesso ao número da lei, caso tenha interesse de fazer uma pesquisa mais aprofundada. Mas este informativo já traz algo importante: a ausência de precificação nesses produtos pode gerar sanções que vão da simples advertência, como estamos fazendo agora, até multa. Então, é importante que fornecedores e consumidores estejam de olho no que está sendo vendido e nas informações prestadas”, reforçou.
Atendimentos
O Procon Assembleia está localizado no prédio da Superintendência de Programas Especiais, na Avenida Ataíde Teive, 3510, bairro Buritis. Os atendimentos ocorrem de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. As orientações também são feitas pelo WhatsApp (95) 98401-9465 e pelo endereço https://al.rr.leg.br/procon/.
Marilena Freitas